Os dreads se originaram com o movimento dos rastafáris. Sabe-se que provavelmente foram os habitantes da região da África que começaram a utilizar os dreads, por questão de praticidade, pois era difícil cortar os cabelos e com isso acabavam se tornando muito longos. O movimento continua crescendo e ganhando muitos adeptos entre os jovens. Os dreadlocks, como também são chamados, não se fazem, cultivam-se. E, para cultivá-los, são necessários cuidados com a manutenção, além de entender o que significa o penteado, a identidade negra e a cultura africana.
Como se faz o dread?
Em primeiro lugar, seus cabelos devem ser compridos, ou no mínimo, na altura do queixo, pois os dreads diminuem o tamanho dos cabelos naturais. Se seu cabelo é liso e fino, você vai ter que ter muita paciência!
Há dois tipos de dreads: de cera e com agulha.
Os dreads de cera são recomendados para qualquer tipo de cabelo, pois a cera os deixa mais firmes. Já os dreads com agulha, são mais compactos e limpos, sendo um pouco mais dolorido o processo de execução. A manutenção de ambos deve ser feita freqüentemente.
A técnica:
Dread com cera:
-O cabelo deve estar limpo e seco para começar a fazer os dreads;
- Separe o cabelo em mechas, começando com a parte de baixo dos cabelos. Você é quem decide a espessura do seu dread. Os mais comuns têm de 1 a 2 cm (as mechas mais grossas são mais fáceis de manter);
- Você pode aplicar cera de cabelo para fixar mais (a cera é encontrada em perfumarias que vendem produtos de beleza afros);
- Aperte e vá enrolando as mechas com a palma da mão, utilizando a cera;
- Para finalizar, passe o secador quente, para que a cera “derreta” e fixe-se nos fios;
- Continue enrolando-os com a palma da mão.
Dread com agulha:
- “Costura-se” o cabelo com a agulha de crochê, criando nós;
- Algumas pessoas passam cera para ajudar a fixar os fios;
- Para finalizar, passe o secador quente, para que a cera “derreta” e fixe-se nos fios;
- Continue enrolando-os com a palma da mão.
Dicas para cultivar os dreads:
- À medida que os cabelos vão crescendo, é preciso enrolar de novo os fios. Faça manutenção de dois em dois meses;
- Evite o contato de bandanas, aflanelados ou toalhas felpudas que possam soltar partículas que acumulem ao dread;
- É aconselhável lavar os cabelos regularmente com xampus anti-resíduos ou sabonetes de coco. Nada de condicionador!
Há diferentes tipos de dreads, veja os exemplos:
Trança Nagô: As tranças são feitas junto ao couro cabeludo, onde permite a criação de vários desenhos. Pode ser feita em qualquer tipo de cabelo.
Dependendo da quantidade de cabelo, o processo de execução pode durar ate 7 horas!
Não pode ser lavado todo o dia e, para dormir, recomenda-se usar uma touca, redes ou lenços para proteger as tranças.
Tererê: O tererê é um aplique de linhas coloridas sobre uma trança de cabelo. As linhas podem ser de lã ou de crochê, presas a pequenos elásticos de silicone.
Esse penteado é muito realizado em praias, mas o sol, vento e piscina são inimigos para as tranças e os dreads, podendo ressecar os fios e até rompendo-os.
O cloro ou a água do mar não deve ficar impregnado nos fios, portanto lave e enxugue bem na hora de secar.
Aqueles que possuem dreads sofrem muito preconceito por fugirem dos padrões de beleza tradicionais. E engana-se quem diz que os dreads são sinônimos de sujeiras e maus cheiros, pois os cabelos podem ser lavados normalmente e existem óleos hidratantes que podem ser aplicados na raiz.
Para as pessoas que não tem coragem de adquirir os dread permanentes, surgiram no mercado um prendedor de cabelo com tiras que simulam dreads. Isso mesmo! É chamado de Dread Fashion.
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