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sexta-feira, 12 de abril de 2013

viajando pelo mundo...


20 LUGARES DE TIRAR O FÔLEGO!

Outro dia desses, conversando com a Katia Bonfadini, a super blogueira do "Casos e Coisas da Bonfa" surgiu a ideia de fazer um post (especialmente para ela) selecionando os 20 lugares mais impactantes por onde já passei em minhas viagens pelo mundo. Comecei logo a rastrear minha memória e reviver os momentos que me tiraram o fôlego nesses últimos anos. Nossa! Foram tantos que achei difícil a tarefa de escolher apenas 20!!!! E, não só por sua beleza natural ou pela arquitetura imponente, mas também pela diversidade cultural, grandiosidade, história, pesar, contrastes ou por seus mistérios. Então, depois de muito pensar... aí estão alguns dos lugares que mais me fascinam pelo mundo afora!
1. MALDIVAS: o conjunto de atóis mais exclusivo do Oceano Índico. 

2. DOHA (Qatar): uma cidade de cultura surpreendente e fora dos padrões "ocidentais" aos quais estamos acostumados.

3. LENÇÓIS MARANHENSES: o deserto "molhado" mais extasiante do planeta. E, é nosso!!! Brasileiríssimo!!!

4. PIRÂMIDES DE TEOTIHUACAN (México): é um daqueles lugares misteriosos que fazem você se sentir pequeno.

5. A CIDADE PROIBIDA (Pequim): maior complexo arquitetônico da China. Já abrigou 24 imperadores. Vive lotada de gente!!! Parece um formigueiro. Impressiona demais pela riqueza de detalhes.

6. WHISTLER-BLACKCOMB (Canadá): é minha estação de esqui preferida pela imponência das montanhas nevadas.

7. LUXEMBURGO: um grão-ducado tão pequenino e tão forte. Neutro na medida do possível. E, de uma delicadeza ímpar.

8. NOVA YORK (Estados Unidos): posso voltar à Big Apple 1000 vezes, que nunca me canso de respirar os ares da cidade mais cosmopolita dos Estados Unidos, seja no inverno ou no verão.

9. MOSCOU (Rússia): é lá que fica a praça mais bonita do mundo!!! Só isso já justifica a viagem.

10. BERLIM (Alemanha): a história tão recente ainda pulsa viva em cada esquina.

11. HONG KONG: conquista pelo tremendo contraste entre a contemporaneidade e a tradição milenar.

12. SAFARI NA ÁFRICA: onde a vida animal ainda se mostra preservada e com todo seu esplendor.

13. TOSCANA (Itália): o lado medieval da Itália vive sem pressa, num ritmo delicioso, entre refeições dos deuses e vinhos nobres.

14. BELGRADO (Sérvia): para valorizar a paz e ver a estupidez que o homem é capaz de fazer em seus momentos de ira. Mesmo entre prédios bombardeados com urânio (que não podem ser tocados pelo risco de contaminação), a cidade é capaz de florir!

15. VALE DO LOIRE (França): nada mais romântico e imponente do que os castelos dessa região encantadora.

16. CINGAPURA: esse país - ilha - cidade é um híbrido com o melhor do oriente e do ocidente.

17. COTSWOLDS: o lado rural da Inglaterra.

18. DUBAI (Emirados Árabes): impressiona pela audácia do homem de criar uma mega cidade sobre um deserto.

19. LAS VENTANAS AL PARAÍSO (México): em termos de hotel, eu arrisco dizer, que esse foi um dos melhores (em termos de serviço) que já testei pelo mundo! Além disso, fica em Los Cabos, uma região linda da Baixa Califórnia.

20. GENT (Bélgica): considerada "a pérola de Flanders", essa cidade medieval conquista de cara.

Selecionar apenas 20 lugares não é fácil. Há cantinhos maravilhosos pelo mundo afora. Bora Bora (Tahiti) é inesquecível, os gêiseres e fiordes da Nova Zelândia são impactantes, Amsterdã fica na memória pela sisudez conjugada com uma liberdade desmedida, Mônaco é puro luxo, a barreira de corais da Austrália é fantástica, mergulhar em Cayo Largo (Cuba) é como nadar num aquário transparente, Londres sempre elegante, Fernando de Noronha ainda tem uma natureza intocada, Roma é um museu a céu aberto, a Tailândia com seus templos dourados, e por aí vai... Viajar é sempre um grande prazer!!!
E vocês? Quais os 20 lugares de tirar o fôlego? Vamos trocar essas figurinhas? Deixem seus comentários para podermos compartilhar.

10 melhores destino para viajar no Brasil...





1.Florianópolis: de acordo com o site, a cidade foi nomeada como o melhor lugar para se viver. O local é perfeito para que gosta da combinação praia, surfe e frutos do mar. Como ponto turístico, o viajante pode conhecer as fortificações coloniais e museus. Uma passagem para a cidade de ida e volta para uma pessoa, saindo de São Paulo, varia de R$ 276 a R$ 1.016, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 113 a R$ 584. (Foto: Flickr Y! Repórter/ Zeca Baronio)


 2.Búzios: Búzios é um lugar para quem que descansar e aproveitar a natureza. Há praias para surfar, mergulhar, para relaxar e para curtir a agitação, além de ilhas e mirantes. Uma passagem para o Aeroporto de Cabo Frio, já que na cidade não há aeroporto, de ida e volta, para uma pessoa, saindo do São Paulo, varia de R$ 1.100 a R$ 1.620, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. De lá é possível ir de carro, táxi ou ônibus, o trajeto dur em torno de 30 minutos. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 40 a R$ 811. (Foto: Divulgação)



3.Salvador: a cidade que já abrigou a Família Real é famosa pela música, culinária e arquitetura influenciadas pelos africanos. Além de atender diversos gostos, Salvador tem a agitação do Carnaval e shows de axé, praias e museus e igrejas. Uma passagem para a cidade de ida e volta para uma pessoa, saindo do Rio de Janeiro, varia de R$ 540 a R$ 4.551, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 35 a R$ 473. (Foto: iStockphoto)


4.Foz do Iguaçu: o local é uma das maiores atrações turísticas do Brasil. A capacidade de fluxo de suas famosas cataratas é três vezes maior que a das Cataratas do Niágara. Situadas no Parque Nacional do Iguaçu, lar de um impressionante número de pássaros, as cataratas marcam a fronteira entre Brasil e Argentina. É possível sobrevoar as cataratas de helicóptero ou fazer um voo de ultraleve sobre o lago e ver a Represa de Itaipu, no Rio Paraná, a linha divisória entre o Brasil e o Paraguai. Uma passagem para a cidade de ida e volta para uma pessoa, saindo de São Paulo, varia de R$ 618 a R$ 1.871, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 36 a R$ 731. (Foto: Flickr Y! Repórter/ José Avlis)


5.Paraty: a pequena cidade colonial é um patrimônio histórico nacional com casas bem preservados em suas ruas só para pedestres. Vale a pena sair de barco pela baía até as inúmeras ilhas e enseadas próximas. Uma passagem para a o Aeroporto de São José dos Campos, já que a cidade não possui aeroporto, de ida e volta para uma pessoa, saindo do São Paulo, custa R$ 151, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. De lá é possível ir de carro, táxi ou ônibus. Porém, é mais fácil ir de carro ou de ônibus direto. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 108 a R$ 447. (Foto: Divulgação)


6.Manaus: a cidade oferece uma rica variedade de natureza, cultura, arte e culinária. O visitante pode explorar a vegetação da floresta amazônica em uma excursão guiada de mochila ou no rio. Além de poder aproveitar uma ópera no Teatro de Ópera do estado do Amazonas. Uma passagem para a cidade de ida e volta para uma pessoa, saindo de São Paulo, varia de R$ 1.891 a R$ 5.088, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 32 a R$ 742. (Foto: iStockphoto)



 7.Bonito: o turista pode aproveitar as águas cristalinas do local para praticar snokel, ou então se aventurar no Circuito Arvorismo, um labirinto de caminhos que permite andar nos topos das árvores. Uma passagem para a cidade de ida e volta para uma pessoa, saindo de São Paulo, varia de R$ 141 a R$ 958, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 32 a R$ 371. (Foto: Flickr Y! Repórter/ José Wander)



8.Trancoso: as praias são de areias brancas e piscinas naturais criadas por recifes de corais. Já a vila tem casas de barro colorido que dão clima boêmio ao destino que antes era rústico. Uma passagem para a o Aeroporto de Porto Seguro, já que Trancoso não possui aeroporto, de ida e volta para uma pessoa, saindo do São Paulo, varia de R$ 353 a R$ 2.867, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. De lá é possível ir de carro, táxi ou ônibus. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 276 a R$ 1.746. (Foto: Flickr Y! Repórter/ Carlos Alkimin)



9.São Paulo: a cidade que não dorme é um bom destino para aqueles que gostam de gastronomia e cultura. Os turistas encontram diversos tipos de restaurantes que servem pratos típicos do mundo inteiro. A cidade ainda conta com inúmeros museus, teatros, cinemas, bares, baladas, parques, entre outras atividades que não deixam ninguém parado. Uma passagem para a cidade de ida e volta para uma pessoa, saindo do Rio de Janeiro, varia de R$ 527 a R$ 1.934, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 25 a R$ 1.560. (Foto: Flickr Y! Repórter/ Luís Henrique)


10.Rio de Janeiro: a cidade tem praias conhecidas internacionalmente, mas além do sol e água de coco, a capital fluminense também oferece aos visitantes museus, teatros e arquiteturas do período do império. Para aqueles que preferem os passeios mais tradicionais, é possível visitar o Cristo Redentor e subir o Pão de Açúcar de bondinho. Uma passagem para a cidade de ida e volta para uma pessoa, saindo de São Paulo, de acordo com o site Decolar.com, varia de R$ 190 a R$ 1.920, dependendo da companhia aérea e quantidade de escalas. Já a diária do hotel, também para uma pessoa, varia de R$ 25 a R$ 1.108.







Racismo e educação






A discriminação racial no Brasil tem reflexos no sistema educacional e impacta o acesso e desempenho da população negra dentro da sala de aula. No País, entre os analfabetos absolutos acima de 15 anos, estão 7,5% dos brancos e 20% de negros (pretos e pardos), de acordo com os dados do Censo 2002, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando consideramos o analfabetismo funcional, menos de quatro anos de estudo, 36% da população negra permanece nessa condição, contra o percentual de 20,2% da população branca.O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostra que, apesar da proximidade no número de matrículas no ensino fundamental para negros e brancos (94,7% para brancos e 92,7% para negros), a evasão escolar é maior entre os alunos negros.

Dados do IBGE apontam que, entre os estudantes de Ensino Médio, a quantidade de brancos é quase o dobro da de pretos e pardos (52,4% para 28,2%). No Ensino Superior, os brancos estão cerca de quatro vezes mais presentes que os negros (15,5% contra 3,8%).
Em janeiro de 2003, após quatro anos de tramitação, foi promulgada a lei 10.639. De autoria da então deputada Esther Grossi. Esta lei inclui no currículo oficial dos estabelecimentos de educação básica, das redes pública e privada, a obrigatoriedade de estudo da temática História e Cultura Afro-brasileira.
Sua proposição e aprovação é fruto de reivindicações do Movimento Negro (MN) e do Movimento de Mulheres Negras (MMN), que se intensificaram a partir dos anos 70 e culminaram em 1995 com a Marcha Zumbi dos Palmares, quando 30 mil pessoas entregaram ao então presidente Fernando Henrique Cardoso um documento pleiteando políticas para combater a desigualdade racial.
 Agora, o desafio é fazer valer a lei em todo o território nacional. O Observatório da Educação, programa da ONG Ação Educativa, que tem como objetivo aprimorar o controle social das políticas educacionais, defende a aprovação da Lei como sendo um marco na luta por reconhecimento e valorização da história e cultura afro-brasileira e africana e na afirmação de direitos da comunidade negra do Brasil. Para a ONG, esse reconhecimento implica profundas mudanças de discurso, postura e relações entre cidadãs e cidadãos do país, começando pela desconstrução do mito da democracia racial que ainda existe na sociedade brasileira. (Fonte: Adital)

O poder das redes sociais...


Em nenhum outro país as redes sociais on-line têm alcance tão grande 
quanto no Brasil, com uma audiência mensal de 29 milhões de pessoas. 
Mas ter milhares de amigos virtuais não deixa ninguém menos solitário


O preço da superexposição
A produtora cultural Liliane Ferrari, de 34 anos, é uma fanática confessa pelas redes sociais on-line. Seu perfil está em nada menos que 21 comunidades virtuais. Há dois anos, Liliane precisava contratar, em menos de uma semana, quarenta educadores para duas exposições no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Atrás de indicações, enviou um e-mail para os amigos. A mensagem se alastrou e sua vida passou a ser vasculhada em seu blog, no Facebook, no Orkut e no Twitter por candidatos às vagas. No Orkut, Liliane começou a receber 300 recados por hora. Descobriram até o número do seu celular. "A operadora de telefonia ligou perguntando o porquê de tantas ligações – tive de trocar o número", conta. O pior foi fazer as entrevistas: como sabiam tudo sobre ela, os candidatos se achavam íntimos. "Eles perguntavam da minha filha e do meu passeio de fim de semana na praia. Foi horrível", diz Liliane, que agora toma mais cuidado com suas informações na internet.
Contatos virtuais 2 800 
Conhece pessoalmente 150


As redes sociais na internet congregam 29 milhões de brasileiros por mês. Nada menos que oito em cada dez pessoas conectadas no Bra-sil têm o seu perfil estampado em algum site de relacionamentos. Elas usam essas redes para manter contato com os amigos, conhecer pessoas – e paquerar, é claro, ou bem mais do que isso. No mês passado, uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que 7,3% dos adultos com acesso à internet fizeram sexo com alguém que conheceram on-line. Os brasileiros já dominam o Orkut e, agora, avançam sobre o Twitter e o Facebook. A audiência do primeiro quintuplicou neste ano e a do segundo dobrou. Juntos, esses dois sites foram visitados por 6 milhões de usuários em maio, um quarto da audiência do Orkut. Para cada quatro minutos na rede, os brasileiros dedicam um a atualizar seu perfil e bisbilhotar o dos amigos, segundo dados do Ibope Nielsen Online. Em nenhum outro país existe um entusiasmo tão grande pelas amizades virtuais. Qual é o impacto de tais sites na maneira como as pessoas se relacionam? Eles, de fato, diminuem a solidão? Recentemente, sociólogos, psicólogos e antropólogos passaram a buscar uma resposta para essas perguntas. Eles concluíram que essa comunicação não consegue suprir as necessidades afetivas mais profundas dos indivíduos. A internet tornou-se um vasto ponto de encontro de contatos superficiais. É o oposto do que, segundo escreveu o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), de fato aproxima os amigos: "Eles precisam de tempo e de intimidade; como diz o ditado, não podem se conhecer sem que tenham comido juntos a quantidade necessária de sal".
Por definição, uma rede social on-line é uma página na rede em que se pode publicar um perfil público de si mesmo – com fotos e dados pessoais – e montar uma lista de amigos que também integram o mesmo site. Como em uma praça, um clube ou um bar, esse é o espaço no qual as pessoas trocam informações sobre as novidades cotidianas de sua vida, mostram as fotos dos filhos, comentam os vídeos caseiros uns dos outros, compartilham suas músicas preferidas e até descobrem novas oportunidades de trabalho. Tudo como as relações sociais devem ser, mas com uma grande diferença: a ausência quase total de contato pessoal.
Os sites de relacionamentos, como qualquer tecnologia, são neutros. São bons ou ruins dependendo do que se faz com eles. E nem todo mundo aprendeu a usá-los a seu próprio favor. Os sites podem ser úteis para manter amizades separadas pela distância ou pelo tempo e para unir pessoas com interesses comuns. Nas últimas semanas, por exemplo, o Twitter foi acionado pelos iranianos para denunciar, em mensagens curtas e tempo real, a violência contra os manifestantes que reclamavam de fraudes nas eleições presidenciais. Em excesso, porém, o uso dos sites de relacionamentos pode ter um efeito negativo: as pessoas se isolam e tornam-se dependentes de um mundo de faz de conta, em que só se sentem à vontade para interagir com os outros protegidas pelo véu da impessoalidade.
O sociólogo americano Robert Weiss escreveu, na década de 70, que existem dois tipos de solidão: a emocional e a social. Segundo Weiss, "a solidão emocional é o sentimento de vazio e inquietação causado pela falta de relacionamentos profundos. A solidão social é o sentimento de tédio e marginalidade causado pela falta de amizades ou de um sentimento de pertencer a uma comunidade". Vários estudos têm reforçado a tese de que os sites de relacionamentos diminuem a solidão social, mas aumentam significativamente a solidão emocional. É como se os participantes dessas páginas na internet estivessem sempre rodeados de pessoas, mas não pudessem contar com nenhuma delas para uma relação mais próxima. A associação entre a sensação de isolamento e o uso compulsivo de comunidades virtuais foi observada em pesquisas com jovens na Índia, na Turquia, na Itália e nos Estados Unidos. Na Austrália, um estudo da Universidade de Sydney com idosos mostrou que aqueles que usam a internet principalmente como uma ferramenta de comunicação tinham um nível menor de solidão social. Já os entrevistados que preferiam usar os computadores para fazer amigos apresentaram um alto grau de solidão emocional.
Ao contrário do e-mail, sites como Orkut, Facebook e Twitter, por sua instantaneidade, criaram esse novo tipo de ansiedade: a de ficar sempre plugado para evitar a impressão de que se está perdendo algo. Lev Grossman, colunista de tecnologia da revista americana Time, revelou há pouco ter decidido cancelar sua conta no Twitter porque percebeu que estava ficando mais interessado na vida alheia do que na própria. A produtora cultural Liliane Ferrari, de São Paulo, é extrovertida e comunicativa. No entanto, como trabalha em casa e tem uma filha pequena, considera ter pouco tempo para se encontrar pessoalmente com os amigos. Em compensação, passa duas horas por dia atualizando e conferindo os 21 sites de relacionamentos e blogs dos quais faz parte. Mas já está ficando apreensiva. "Quando fico conectada com um monte de gente por muito tempo, tenho a impressão de que, no fundo, não conheço ninguém. É uma coisa meio esquizofrênica, parece que estou ficando louca", diz Liliane. Ela não tem dúvida de que, em relação aos amigos mais íntimos, nada substitui o contato pessoal. "Quando se desabafa com um amigo pela internet, alguns sinais de afetividade são deixados de lado, como o olhar, a expressão corporal e o tom de voz", diz a psicóloga Rita Khater, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
As amizades na internet não são sequer mais numerosas do que na vida real. De nada adianta ter 500 ou 1 000 contatos no Orkut. É impossível dar conta de todos eles, porque o limite das relações humanas é estabelecido pela biologia. O número máximo de pessoas com quem cada um de nós consegue manter uma relação social estável é, em média, de 150, segundo o antropólogo inglês Robin Dunbar, um dos mais conceituados estudiosos da psicologia evolutiva. Dunbar observou que o tamanho médio dos conjuntos de diferentes espécies de primata depende do tamanho do seu cérebro. Extrapolando a lógica para o Homo sapiens, o pesquisador chegou ao seu número mágico, confirmado pela análise de diversos grupos humanos ao longo da história. Sua teoria é que, desde o paleolítico, nossos ancestrais foram desenvolvendo a linguagem ao mesmo tempo em que ampliavam o seu círculo social – ou seja, aqueles indivíduos com quem se acasalavam, faziam alianças, fofocavam, cooperavam e, eventualmente, brigavam. Amigos, numa versão mais rudimentar. Há cerca de 10 000 anos, chegou-se ao limite calculado por Dunbar, estabelecido pela impossibilidade de o ser humano aumentar a sua capacidade cognitiva, o que inclui as habilidades de comunicação.
Dunbar começou a estudar o assunto na década de 90 e, agora, o seu cálculo está sendo confirmado nos sites de relacionamentos. Em média, o número de contatos nos perfis do Facebook e de seguidores no Twitter é de 120 pessoas. No Orkut, cada brasileiro tem cerca de 100 amigos. Mesmo quem foge do padrão e consegue amealhar alguns milhares de companheiros virtuais não conhece, de fato, muito mais do que uma centena. A cantora Marina de la Riva tem, entre Orkut, Facebook e MySpace, 4 700 contatos. "Mas não me comunico com mais do que 100 deles", diz Marina. O número de Dunbar, 150, não é uma unanimidade entre os cientistas. Valendo-se de uma metodologia diferente, um grupo de antropólogos americanos, entre os quais Russell Bernard, da Universidade da Flórida, concluiu que, nos Estados Unidos, os laços de amizade de uma pessoa podem chegar a 290. Cento e cinquenta ou 290 pessoas: não importa qual seja a cifra, ainda está muito longe do número de amigos que os mais ativos apregoam ter na rede eletrônica. "A internet é muito boa para administrar amizades já existentes, garantindo sua continuidade mesmo a grandes distâncias, mas é ruim para criar do zero relações de qualidade", disse Dunbar à revista.
Existem diferentes níveis de amizade, é lógico. As mais distantes são mais abundantes. É o que se chama, em sociologia, de "laços fracos". Relações sociais estáveis como as estudadas por Dunbar e Bernard são chamadas, por sua vez, de "laços fortes". Dentro dessa categoria há um núcleo reduzido de confidentes, que não costumam passar de cinco. Esses são os amigos do peito, com quem podemos contar sempre, mesmo nos piores momentos. As mulheres costumam ter um núcleo de confidentes maior que o dos homens. A característica se repete na internet. No Facebook, por exemplo, um homem com 120 contatos na lista responde com frequência aos comentários de sete amigos, em média. Entre as mulheres, esse número sobe para dez. "As mulheres têm mais facilidade para fazer amizades próximas do que os homens", diz a antropóloga Claudia Barcellos Rezende, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Já os homens se especializaram em estabelecer um número maior de relações, mas com um grau de intimidade menor. Em termos evolutivos, isso se explica pela necessidade do homem de sair para buscar o sustento, fazendo alianças temporárias com uma quantidade maior de indivíduos, enquanto as mulheres ficavam com os filhos e se juntavam às outras mães para proteger a prole.
A vida moderna, curiosamente, pode estar tornando as relações de amizade mais masculinizadas. "O tamanho médio do núcleo de amigos próximos parece estar diminuindo, enquanto a rede de contatos fracos aumenta", disse a VEJA o sociólogo Peter Marsden, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Ou seja, cresceram as relações superficiais, efêmeras, e reduziram-se as mais afetivas, profundas. A tendência é reproduzida à perfeição – e intensificada – nas redes sociais on-line. É como se a maioria das relações fosse estratégica, tal como as dos homens das cavernas. "Nesses sites, é possível manter os relacionamentos a uma distância segura. Ou seja, aproximações e afastamentos se dão na medida do necessário", afirma Luli Radfahrer, professor de comunicação digital da Universidade de São Paulo. Um exemplo conhecido dos adeptos do Orkut no Brasil são os ex-colegas de escola que, depois de anos sem se comunicar e mesmo sem ter nenhuma afinidade pessoal, passam a engordar a lista de amigos virtuais uns dos outros. Quando conveniente, o contato é retomado para resolver questões práticas. Esses laços fracos são muito úteis, por exemplo, para descobrir oportunidades de trabalho. Amigos próximos são menos eficientes em tal quesito porque, em geral, circulam no mesmo meio e têm acesso às mesmas informações. Uma das redes sociais com o maior crescimento de adeptos no mundo é justamente o LinkedIn, especializado em estabelecer vínculos profissionais.
Na internet, é fácil administrar uma enorme rede de contatos, com pessoas pouco conhecidas, porque estão todos ao alcance de um clique. A lista de amigos virtuais é uma espécie de agenda de telefones, com a vantagem de não ser necessário ligar para todos uma vez por ano para não ser esquecido. Basta manter o perfil atualizado e acrescentar à página comentários sobre, por exemplo, suas atividades cotidianas. Isso cria um efeito conhecido como "sensação de ambiente". É como se cada um dos contatos de determinada pessoa estivesse fisicamente presente no momento em que ela reclama de uma coceira nas costas ou comenta sobre a música que está ouvindo. O Twitter explora esse princípio na sua forma mais crua, ao incitar os seus participantes a responder em apenas 140 caracteres à pergunta: "O que você está fazendo?". Os comentários vão de "comendo pão de queijo" a observações espirituosas sobre a vida. O fluxo constante de informações pessoais cria um paradoxo: ao mesmo tempo que ele é necessário para cativar a atenção dos amigos virtuais, pode pôr em risco a imagem pública do indivíduo. Certamente seria embaraçoso para um candidato a um emprego que o seu futuro chefe lesse a seguinte revelação encontrada pela reportagem de VEJA em um perfil do Orkut: "No colégio, eu tinha o hábito de bater no bumbum das alunas com uma régua, quando elas passavam pela minha mesa".
Cada perfil nos sites de relacionamentos pode ser comparado a um pequeno palco. Esse exercício até certo ponto teatral é, no entanto, apresentado a uma audiência invisível. "Como não estamos vendo nossos espectadores, somos incapazes de observar sua reação ao que estamos fazendo e, com isso, ficamos à vontade para nos expor mais do que seria prudente", disse a VEJA Barry Wellman, professor de sociologia da Universidade de Toronto, no Canadá. As táticas para driblar a superexposição nas redes sociais on-line são variadas. Há quem mantenha dois perfis no mesmo site: um para laços fracos, com informações pessoais mais contidas, e outro para laços fortes, em que se pode permitir um grau de exposição maior. A atriz Mel Lisboa teve, durante algum tempo, um perfil com pseudônimo no Orkut, por meio do qual mantinha contato apenas com os amigos mais próximos. Quando os fãs descobriram, ela passou a receber pedidos incessantes de entrada em sua lista de amigos. "Era uma situação complicada, porque eu não estava ali para divulgar o meu trabalho", diz Mel. "Eu ficava sem graça de recusar um pedido de autorização e acabei desistindo do Orkut." Atualmente, há uma página com o nome e a foto dela no site, mas é falsa. Alguém se passa por ela. Outra forma de manter a privacidade on-line é usar os filtros, disponíveis em muitos sites, que permitem selecionar quais amigos podem ver determinadas partes do perfil pessoal.
A necessidade de classificar os contatos virtuais na sua página do Orkut ou do Facebook segundo o grau de intimidade desafia um dos princípios da amizade verdadeira: a total reciprocidade. Na vida real, o desnível da afinidade que uma pessoa sente pela outra costuma ficar apenas implícito na relação entre elas. Na internet, ele é escancarado. Pode-se simplesmente bloquear o acesso de certos amigos a determinadas informações. Além disso, ela não estimula aquele tipo de solidariedade que faz com que dois amigos de carne e osso aturem, mutuamente, os maus momentos de ambos. Esse grau de convivência e aceitação de azedumes ou mesmo defeitos alheios é quase inexistente nas redes sociais. Quando alguém começa a incomodar, é ignorado ou deletado. "Se o objetivo é um vínculo afetivo maior, é preciso se encontrar pessoalmente", resume candidamente Danah Boyd, pesquisadora do Microsoft Research, um laboratório inaugurado em Massachusetts pela empresa de Bill Gates para o estudo do futuro da internet.
Ao fim e ao cabo, usar as redes sociais para fazer uma infinidade de amigos – quase sempre não muito amigos – é uma especialidade de Brasil, Hungria e Filipinas, países que têm o maior número de usuários com mais de 150 contatos virtuais. Uma pesquisa nos Estados Unidos, por exemplo, mostrou que 91% dos adolescentes usam os sites apenas para se comunicar com amigos que eles já conhecem. Parecem saber que, como dizia Aristóteles, amigos verdadeiros precisam ter comido sal juntos. O que você está esperando? Saia um pouco da sua página virtual, pare de bisbilhotar a dos outros, dê um tempo nas conversinhas que só pontuam o vazio da existência e vá viver mais.

Uma mina de empregos

Ernani d’Almeida

O carioca André Rodrigues, de 35 anos, gerente de projetos da IBM, recebe cinco propostas de emprego por mês. Não, André não fica enviando pilhas e pilhas de currículos pelo correio. Tudo se deve ao perfil que ele mantém no LinkedIn, com 1 800 contatos. Em 2007, André conseguiu um emprego em uma fábrica de software, em Campinas, graças à indicação de um integrante do site. "É uma rede de relacionamentos com um foco profissional bem definido. Não estou ali para fazer amigos, mas para fazer contatos", diz André. Para assuntos pessoais, ele usa sua conta no Orkut.
Contatos virtuais 2 400 
Conhece pessoalmente 150


Amizade de fã

Montagem com foto de Otavio Dias de Oliveira

A cantora carioca Marina de la Riva, de 36 anos, descobriu uma maneira eficiente de tirar proveito profissional dos sites de relacionamentos, sem precisar expor sua privacidade. "Minha carreira é o que é hoje graças à facilidade com que pude divulgar minha música no Orkut, no MySpace e no Facebook", diz Marina, que já fez um show só para os amigos virtuais. Ela tem uma regra: jamais falar sobre sua vida pessoal nos sites. "Está na rede, é público, e você nunca consegue controlar as informações que circulam ali", diz. Apesar disso, ela já fez duas novas amizades na internet: a cantora Thalma de Freitas e o pianista Eduardo Nazarian. A relação com eles só se estreitou depois que Marina os encontrou pessoalmente.
Contatos virtuais 4 700 
Conhece pessoalmente 100


Pessoalmente é melhor

Montagem com foto de Otavio Dias de Oliveira

Quando quer desabafar sobre algo que aconteceu o trabalho, o publicitário Felipe Nakasima, de São Paulo, solta o verbo no Twitter. "Alguns colegas que me seguem no site chegam a me alertar para não cutucar certas pessoas", diz ele. Felipe, de 25 anos, gasta duas horas por dia atualizando o perfil em sites como Orkut e Facebook e tem uma grande amiga que conheceu pela internet. Mas isso só foi possível porque eles transferiram a amizade do mundo virtual para o real. "Para poder dizer que se conhece bem uma pessoa, é preciso ter passado um bom tempo junto dela", afirma. Para Felipe, uma das grandes vantagens dos sites de relacionamentos é poder manter contato com amigos que vivem longe.
Contatos virtuais 600 
Conhece pessoalmente 60


Ciúme do Big Brother

Otavio Dias de Oliveira

As redes sociais on-line são um veneno para os ciumentos. A estudante de letras Livia Moraes, de 22 anos, teve de desistir por um tempo dos sites para salvar um namoro. Ela atualizava diariamente o seu perfil no Orkut, com 400 contatos, e seu blog de fotos, até que as brigas com o namorado, que vivia em outra cidade e monitorava os passos de Livia pela internet, se tornaram insuportáveis. "Eu adicionava qualquer pessoa na minha lista de contatos e gostava de xeretar a vida dos outros. Eu me sentia num Big Brother", diz. Depois de abandonar os perfis, o namoro vingou e o casal, que vive em São Carlos, no interior de São Paulo, teve um filho. Recentemente, Livia voltou para o Orkut, principalmente para se comunicar com amigos próximos.
Contatos virtuais 300 
Conhece pessoalmente 150


Um caso à parte

Leo Caldas/Titular

Iara e Raul Zumaêta viviam a 1 600 quilômetros de distância quando se conheceram por meio de uma comunidade do Orkut. A estudante de enfermagem Iara, de 23 anos, era de Goiânia e o bancário Raul, de 24, de Salvador. Depois de um mês de trocas intensas de mensagens pela rede, resolveram oficializar o namoro, para espanto dos pais. Durante três anos, encontraram-se pessoalmente apenas nos feriados. No ano passado, casaram-se e hoje vivem em João Pessoa. "A parte mais difícil de conhecer uma namorada on-line é que você nunca pode ter certeza de que ela é realmente como se apresenta no site", diz Raul. "Eu tive sorte."
Contatos virtuais 450 
Conhece pessoalmente 20




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